Notícia
Gisele Bicaletto
- Publicado em
03-04-2025
13:00
Outono aumenta o risco de doenças respiratórias

O outono, que começou no dia 20 de março e vai até dia 20 de junho, é caracterizado pela redução das chuvas e do calor, na maior parte do Brasil. O tempo mais seco pode provocar irritação das vias aéreas, principalmente para quem tem algum tipo de alergia. Além disso, a bronquiolite - uma síndrome respiratória que começa como um resfriado, progride para tosse, chiado e até dificuldade em respirar - também é mais comum nesta época do ano.
Casos graves de bronquiolite necessitam de hospitalização. No ano passado (2024), São Carlos (SP) enfrentou um surto da doença em crianças. O Hospital Universitário (HU) da UFSCar, administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), é referência no atendimento de casos graves das doenças respiratórias, para adultos e crianças na região de São Carlos. Os atendimentos são encaminhados pelo Sistema Informatizado de Regulação do Estado de São Paulo, por meio da Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Siresp/Cross).
O pediatra Marcos Antônio Francisco, da Unidade da Criança e do Adolescente do HU-UFSCar, explica que, quando as temperaturas diminuem, as pessoas tendem a ficar mais próximas e em ambientes mais fechados e, com isso, o vírus acaba circulando mais. "O vírus da bronquiolite existe o ano inteiro, mas, em momentos de maior calor, a gente fica mais longe, mais espaçado, não tem um contato tão próximo, então os vírus circulam em um espaço maior e isso impede um pouco a transmissão. Por isso, a doença é mais prevalente nesta época", pontua.
"Apesar de alguns vírus morrerem mais facilmente em ambientes mais secos, se os pacientes que têm processos alérgicos se contaminarem, por apresentar sintomas como tosse, eles podem espalhar mais o vírus. O tempo seco irrita as vias aéreas e isso provoca a exacerbação dos sintomas. Por exemplo: se um paciente contaminado coçar o nariz e não lavar a mão, pode espalhar a contaminação. Por isso, a recomendação é que os pacientes usem máscaras e higienizem sempre as mãos com água, sabão e álcool gel", afirmou o especialista.
"A melhor maneira de prevenir infecções respiratórias é manter distância de quem está com sintomas. E, se isso não for possível, utilizar máscaras. Outra prevenção muito importante é se vacinar. Crianças menores devem tomar todas as vacinas que compõem o calendário vacinal básico do Programa Nacional de Imunizações (PNI), que são gratuitas via Sistema Único de Saúde (SUS) e funcionam bem. O PNI conta com vacinas destinadas a todas as faixas etárias e é fundamental para diminuir morbimortalidade e o impacto no sistema de saúde", alertou o pediatra.
Alérgicos
Ainda segundo o médico, os alérgicos devem evitar lugares com fumaça e o tabagismo (principalmente tabagismo passivo), porque no tempo seco, quando as vias aéreas já ficam mais irritadas nas pessoas alérgicas, o tabagismo provoca mais irritabilidade, podendo deflagrar grandes processos imunológicos. Pessoas que têm o diagnóstico de processos alérgicos devem seguir as orientações médicas, como eliminar tapetes e cortinas, usar colchões antialérgicos com capas antialérgicas. Essas orientações podem diminuir o processo de alergia. Também é importante procurar o diagnóstico da causa da alergia.
Lavagem nasal
"A lavagem nasal é indicada, pois ajuda na limpeza das vias aéreas, ameniza o ressecamento que acontece no outono e desobstrui o nariz, no caso de doenças infecciosas, o que traz alívio dos sintomas do paciente até que o corpo dele combata a infecção viral. A lavagem nasal é instrumento terapêutico importante", salientou o médico.
"O ideal é que crianças menores sejam menos expostas a fatores ambientais. Bebês devem receber o mínimo de visitas possível, esperando aumentar o sistema imunológico, evitando esse contato pessoal tão intenso. É claro que isso é muito difícil. Então, ao sinal de qualquer infecção - como muita febre, prostração, vômito, criança que não consegue comer, mais sonolenta -, é preciso procurar imediatamente um serviço de saúde, porque, muitas vezes, uma internação precoce retarda a evolução da doença", finalizou o especialista.
Casos graves de bronquiolite necessitam de hospitalização. No ano passado (2024), São Carlos (SP) enfrentou um surto da doença em crianças. O Hospital Universitário (HU) da UFSCar, administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), é referência no atendimento de casos graves das doenças respiratórias, para adultos e crianças na região de São Carlos. Os atendimentos são encaminhados pelo Sistema Informatizado de Regulação do Estado de São Paulo, por meio da Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Siresp/Cross).
O pediatra Marcos Antônio Francisco, da Unidade da Criança e do Adolescente do HU-UFSCar, explica que, quando as temperaturas diminuem, as pessoas tendem a ficar mais próximas e em ambientes mais fechados e, com isso, o vírus acaba circulando mais. "O vírus da bronquiolite existe o ano inteiro, mas, em momentos de maior calor, a gente fica mais longe, mais espaçado, não tem um contato tão próximo, então os vírus circulam em um espaço maior e isso impede um pouco a transmissão. Por isso, a doença é mais prevalente nesta época", pontua.
"Apesar de alguns vírus morrerem mais facilmente em ambientes mais secos, se os pacientes que têm processos alérgicos se contaminarem, por apresentar sintomas como tosse, eles podem espalhar mais o vírus. O tempo seco irrita as vias aéreas e isso provoca a exacerbação dos sintomas. Por exemplo: se um paciente contaminado coçar o nariz e não lavar a mão, pode espalhar a contaminação. Por isso, a recomendação é que os pacientes usem máscaras e higienizem sempre as mãos com água, sabão e álcool gel", afirmou o especialista.
"A melhor maneira de prevenir infecções respiratórias é manter distância de quem está com sintomas. E, se isso não for possível, utilizar máscaras. Outra prevenção muito importante é se vacinar. Crianças menores devem tomar todas as vacinas que compõem o calendário vacinal básico do Programa Nacional de Imunizações (PNI), que são gratuitas via Sistema Único de Saúde (SUS) e funcionam bem. O PNI conta com vacinas destinadas a todas as faixas etárias e é fundamental para diminuir morbimortalidade e o impacto no sistema de saúde", alertou o pediatra.
Alérgicos
Ainda segundo o médico, os alérgicos devem evitar lugares com fumaça e o tabagismo (principalmente tabagismo passivo), porque no tempo seco, quando as vias aéreas já ficam mais irritadas nas pessoas alérgicas, o tabagismo provoca mais irritabilidade, podendo deflagrar grandes processos imunológicos. Pessoas que têm o diagnóstico de processos alérgicos devem seguir as orientações médicas, como eliminar tapetes e cortinas, usar colchões antialérgicos com capas antialérgicas. Essas orientações podem diminuir o processo de alergia. Também é importante procurar o diagnóstico da causa da alergia.
Lavagem nasal
"A lavagem nasal é indicada, pois ajuda na limpeza das vias aéreas, ameniza o ressecamento que acontece no outono e desobstrui o nariz, no caso de doenças infecciosas, o que traz alívio dos sintomas do paciente até que o corpo dele combata a infecção viral. A lavagem nasal é instrumento terapêutico importante", salientou o médico.
"O ideal é que crianças menores sejam menos expostas a fatores ambientais. Bebês devem receber o mínimo de visitas possível, esperando aumentar o sistema imunológico, evitando esse contato pessoal tão intenso. É claro que isso é muito difícil. Então, ao sinal de qualquer infecção - como muita febre, prostração, vômito, criança que não consegue comer, mais sonolenta -, é preciso procurar imediatamente um serviço de saúde, porque, muitas vezes, uma internação precoce retarda a evolução da doença", finalizou o especialista.